Abre
a boca que tão loca
Enlouquece
a fala que esquece
Sobe
a prosa língua rosa
De
cor formosa tão vistosa
Louva
em canto o fraco encanto
Do
tormento de encantamento
Desafina
a melodia em confusa sintonia
Perdes
então o rumo sem ao menos pegar prumo
“Tontidão”
desse feitiço nos traços do mestiço
Confusão
dessa aflição, nos braços da traição
Sob
a fria companhia, de alergia da bigamia
Fez
então insanidade, nos mimos da vaidade
Aparência
social, exclusão emocional
Foi
motivo de sem medo, cometer o desapego
Apunhalando
nas costas o mau, no prateado do punhal
Lubrificado
com o impune, óleo do ciúme
E na
sombria solidão, já não lhe resta compaixão
Faz
amiga a aflição e o medo de reclusão
Consequência
do carinho, e temor em ser sozinho
Parte
agonizante da dor, lado negro do amor
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