quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O crime do amor



Abre a boca que tão loca
Enlouquece a fala que esquece
Sobe a prosa língua rosa
De cor formosa tão vistosa

Louva em canto o fraco encanto
Do tormento de encantamento
Desafina a melodia em confusa sintonia
Perdes então o rumo sem ao menos pegar prumo

“Tontidão” desse feitiço nos traços do mestiço
Confusão dessa aflição, nos braços da traição
Sob a fria companhia, de alergia da bigamia
Fez então insanidade, nos mimos da vaidade

Aparência social, exclusão emocional
Foi motivo de sem medo, cometer o desapego
Apunhalando nas costas o mau, no prateado do punhal
Lubrificado com o impune, óleo do ciúme

E na sombria solidão, já não lhe resta compaixão
Faz amiga a aflição e o medo de reclusão
Consequência do carinho, e temor em ser sozinho
Parte agonizante da dor, lado negro do amor

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