São
versos em folha pautada
Rabiscados
por tinta de céu
Distorcidos
por mãos rígidas
Enriquecidos
por sentimentos.
São
os versos da vergonha
A
escrita do acanhamento
São
as chaves, da sela que pulsa
Liberdade
do escravo amor
São
relatos da fragilidade
Pedaços
da vil coragem
São
rasuras da escuridão
São
os gritos de solidão
São
os risos os choros
Os
gestos reprimidos
É
o pedido, é o pedido.
“amada
que fico a sonhar.
Pequena
que temo perder
Perdoe-me
não saber lhe contar
Que
desejo seus beijos deter
Minha
bela lhe peço perdão
Por
não ser poeta de amor
Entrego-lhe
ferido coração
Para
que cure feridas e dor
Só
lhe peço minha bela querida
Que
perdões o rude que sou
Tome
posse do que chamo de vida
Pois
sem ti nem mais vivo estou”
Quem
diria caboclo sem medo
Estaria
de medo a chorar
A
coragem do velho vaqueiro
Já
não estava mais em suas mãos.
Restava-lhe
a grande incerteza
Do
que a moça iria dizer
Restava-lhe
a reza e o apelo
Ao
padrinho Cicero do céu
E
por fim se da o conto
Do
vaqueiro que um dia amou
Que
temeu a renuncia da vida
Mais
que em vida a bela ganhou
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